quinta-feira, 19 de junho de 2008

BIRINHA INSPIRADO ENVIA UM "TEXTÍCULO"

Caríssimos companheiros Macauenses, é com alegria que vejo o II Encontro tomar forma. Como muitos estou sempre de olho no blog, fiz até algum esforço no sentido de dinamizar nosso cyber-espaço enviando fotos e textos, acho que não foi em vão. A vida vem em assim mesmo:
“em ondas como um mar, num indo e vindo infinito”.

O “mar de banda” passou e nossa comunidade está de novo se mostrando disposta a resgatar a nossa cidadania num testemunho de amor as nossas tradições e desejo de preservação da nossa cultura.
Os motivos que nos levaram a realizar o I Encontro não se desfizeram, ou mais, se multiplicaram, o sucesso obtido pela primeira edição aponta para a consolidação do evento que incorporando os festejos do aniversário da cidade agrega motivação aos filhos ausentes voltarem às suas origens. O espírito de confraternização que norteou a todos em 2007 deve ser mantido e bem cuidado para que os ânimos eleitorais não venham diminuir o brilho dessa iniciativa tão abnegada.

“Tudo estará bem, enquanto os laços que nos unem, forem mais
fortes do que aqueles que nos separariam”.


Além disso, devemos pensar que muitos, como eu, não puderam participar da primeira edição e provavelmente alguns que lá estiveram não poderão voltar este ano, isto é, o biênio imporá a muitos, quem sabe a maioria, um grande período de ausência. Sei que a produção do ‘Encontro’ demanda muitos esforços e que estes devem ser democratizados para que ninguém seja sobrecarregado, sou voluntário a colaborar, apesar de no momento nem saber como. Adianto que já estou mobilizando meus irmãos para junto comigo fazermos uma caravana em setembro rumo a Macau. Se outros fizerem o mesmo, creio eu que já é uma grande colaboração para o sucesso da Festa: Levarmos o maior número possível de Macauenses e seus descendentes motivados pela saudade e o desejo de rever sua terra, sua gente, seus amigos e familiares.


(Gio): Bira. Por enquanto será importante sabermos com quem podemos contar. As articulações já começaram.
1o) A partir de 10 de julho será iniciada a programação de comemoração do aniversário do CRESM, com uma palestra do Exmo Sr. Dr. João Dumangue.
2o) Em agosto, dando seguimento à programação, segundo me informou a assessora de imprensa de Benito, Regina Barros, já está agendada uma outra solenidade promovida pela Câmara Municipal, na qual serão prestadas as homenagens daquela casa ao CRESM.
3o) E, posteriormente nos dias 4 e 5 de setembro, será a vez das solenidades, homenagens, presença de Magnífico Reitor, lançamentos de livros, coquetel e festa (com a possibilidade de encontrarmos Benito vestido com paletó, Hahaha!!!).
Ou seja 4 e 5 de setembro (quinta e sexta-feira) serão iniciadas as festas que se encerrarão em 9 (terça-feira), no aniversário da cidade.
.
MINHA SUGESTÃO: Que a festa ocorra no sábado, dia 6.
É uma proposta, mas espero que as pessoas se pronunciem...

PRA RECOMEÇAR COM ESTILO

CASSINO DO CHACRINHA

REATIVAÇÃO DA DESORGANIZAÇÃO



ATENÇÃO MACAUENSES!!!


Muitos receberam um email e muitos deixaram de receber porque não tenho lista organizada no GMAIL.


Peço que todos repassem essa mensagem para suas listas: ESTÁ PASSANDO A HORA E PRECISAMOS DECIDIR SE COMEÇAMOS OU NÃO A DESORGANIZAR DA FESTA.

ATENÇÃO, BURRINHO DE ZÉ LOPES!!! VOCÊ TÁ NA ÁREA???

VAMOS COLOCAR ORDEM NESSE GALINHEIRO!!!

Muitas notícias, notas, causos, fotos se avizinham. Estão para se despachados e publicados.


Algumas que já estão no forno:

1) CONVENÇÃO DAS ALMAS EM MACAU FRACASSA... AS PÓBI PEDIRAM ARRÊGO... NUM AGUENTARAM NEM CHEGAR NO POÇO E PEDIRAM CARONA.

2) COISINHA DO PAI JÁ ESTÁ QUERENDO SACANEAR...

3) EL COMANDANTE NÃO É MAIS AQUELE... FOI REPROVADO COMO PROFESSOR DE INFORMÁTICA DE ALMA PENADA

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ELE NÃO VIROU PURITANO NÃO


Para onde caminhamos diante dessa realidade assombrosa onde a falta de respeito, pudor, decência, moral, civilidade é o corriqueiro e não a exceção?

Não que tenha virado puritano agora, não é isso, pois continuo mais para AS ENXUTAS do que pra coroinha.

Estamos em um geração de cópias ... estas cópias acontece nas boates/festas, etc... as músicas são as mesmas, apenas com um "leitura diferente".

Quando escuto ( por pouquissimos minutos, atè para poder criticar ) certos tipos de musicas ( e pior,que fazem muito sucesso ) fico pensando:
Que raios se passa na cabeça, se é que tem, dessa gente que canta e dança, musicas que nada acrescentam ou mesmo deixa uma boa lembrança.

Me recordo agora, os tempo que passavamos tocando na mureta da maré, pense num negócio bom e sadio, Leão, Maninho, Maxwel, Vavá, parece até dupla de sertanejos, e toda turma da mureta. Tocando nossas preferidas músicas de três acordes.

Hoje recebi esse texto de um amigo que gostaria de repassar para vocês.

Nos remonta a lembrar de como era bom nossos luais em Alagamar.

Tem rapariga ai? Tem nunca não.


Sérgio Mariano

(Vulgo: coisinha do pai)

TEM RAPARIGA AÍ?

Escrito por José Teles

Tem rapariga aí?
Se tem levante a mão!'. E a maioria, as moças, levanta a mão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça.
Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
JC online, 07 de maio de 2008.

domingo, 15 de junho de 2008

UM ESPASMO DE DESESPERO


Giovana,
Boa tarde!!!Apanhe as roupas do varal que está nublado e já vai chover!!! Bote aslatas e os baldes debaixo das biqueiras para se ter água boa para beber; junte a meninada para tomar banho (de chuva) na rua; depois tome uma sopa bem quentinha e vista o pijaminha e de carreirinha para a cama ou para a rede; não esqueça de rezar; abenção papai, abenção mamãe; que saudade!!!
A gente era feliz e sabia, em nossa querida Macau!!!
Primeiro, parabéns para El Comandante, abraços para Kinkas, Saddock, Pixico. Já me falaram que a escritora "GHOST" é: escritor, poeta, fotógrafo, músico e petroleiro; até acredito que seja pois escrever com tanta precisão, mesmo na linguagem de um semi-alfabetizado, não é para qualquer um... tem que ter massa cinzenta especial...
Quanto ao encontro, cadê esse povo que só diz que quer e nada faz? Já está fazendo um ano que tudo começou e era todo mundo querendo mostrar a cara, fotos, dá seus depoimentos, contar causos e agora... é tudo em cima ou por trás do muro... Acordem meninos!!!
A hora é agora, não vamos deixar morrer aquela sementinha tão desisteressada que virou um grande assunto, um belo motivo para se reencontrar pessoal ou virtualmente; a internet integra os continentes, vamos nos comunicar e fazer acontecer!!!
Vão pensando no slogan da camiseta, quem vai organizar a praça, vamos nos organizar!!! Eu vendo camisetas!!!
Hoje estou meio down e vou escrever as músicas que ouço desde cedo: Senhora, Que queres tu de mim, Tudo de mim, Meu velho, Sentimental demais, O troco, Brigas (partiicpação de Cauby Peixoto), A pretendida, Altemar Dutra; Meu Grito, Os brutos também amam, Os verdes campos da minha terra, Último telefonema, Tristeza danada, A casa do sol nascente, Quem é:, Amor proibido, Agnaldo Timóteo; A volta do boêmio, Mágoas de caboclo, Argumento, Meu vicio é você, Naquela mesa, Fica comigo esta noite, A flor do meu bairro, Quando eu me chamar saudade Nelson Gonçalves; estas músicas me remetem à minha infância, adolescência, juventude, em Macau na Rua Pereira Carnerio, 272, meu lar doce lar; lembrança do meu pai que era um boêmio e das reuniões que fazia lá em casa com seus amigos; lembrança de meus irmãos que já se foram também: Dimas e Dilson.
Ofereço estas músicas aos meus queridos amigos: Celso Evangelista e Marcos Oliveira que também gostam desse tipo de música, sem serem saudosistas nem terem os mesmos motivos para ouvi-las.
Parabéns antecipados à Lourinha que aniversaria no dia 20/06/2008 (próxima sexta-feira).
Vamos continuar a jornada da festa... política, não pode!!!
Vamos deixar você apenas como alimentadora do blog, você já tem muitos afazeres...
Peço aos amigos, colegas e blogueiros que não me deixem só (como dizia Collor), vamos realizar o encontro!!! Desejo muito!!!
Acho que você ainda tem fotos que não foram postadas, por que não colocar agora, para estimular às pessoas? Tenho um foto atual e vou pedir para Manassés enviar, pois sou quase zero em informática.

Abraços,Chaguinha.

(Gio): Oi, Chaguinha. Como você, eu também não estou entendendo nada.... E quanto as fotos do ano passado, juro que acho que postei todas. Se não o fiz, não sei explicar como não o fiz. Se não postei alguma, hoje não sei identificar qual não foi postada.
Olha, tenho entrado no email do Blog todos os dias, como uma obrigação, mas nada...
Não tenho escrito por absoluta falta de tempo e inspiração, mas estou dentro se a festa começar a ser organizada. Este ano, apesar de estar desocupada da tese, também tenho estado mais distante do computador, mas estou disposta a contribuir, por isso olho e espero, como você.
De antemão, já combinei com Tião Maia para ele proceder as reservas da praça, da furiosa, da iluminação, da segurança e da infra-estrutura de palco e som junto a Prefeitura e Polícia Militar. Vou encaminhar, através dele, os ofícios (como fizemos no ano passado).
Agora se vai acontecer, não posso garantir, pois não sei de nada e nem de ninguém providenciando nada.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

SINAL DE FUMAÇA

Não teve Iraque, Bin Laden, Lampião, Curisco, Zoom, Bush ou qualquer outro sujeito que segurasse a operação que o nosso querido El Comandante dirigiu. Ao final, ganhou e mereceu a vitória bravamente!!!
Segundo nosso informante, apesar de baleado, o comandante recebeu suas devidas condecorações, inclusive com a deferência de uma nova patente: GENERAL.
BRAVO! E Viva o Doutor El Comandante!!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A VIDA POR UM TRILHO


Queridos conterrâneos.

Recebendo essa mensagem do meu irmão, não poderia deixar de compartilhar com todos vocês esta linda Página do Livro, de SADDOCK ALBUQUERQUE, o meu irmão Zé, (como o chamo carinhosamente). A nossa vida é realmente muito parecido com esse tema. As vezes, quando escorregamos dos trilhos somos chamdos a retornar imediatamente, se não, a vida desanda.

A VIDA POR UM TRILHO

O trem da vida parte para o mundo. Surge, e não pára mais.Lá vai a vida subindo colinas, descendo desfiladeiros, atravessando desertos, pântanos, florestas, cidades... seguindo os trilhos do destino. Tudo passa e volta a passar... Tudo se repete infinitamente. E a vida continua presa aos trilhos. Passando como se estivéssemos sempre assistindo ao mesmo filme.

Essa produção não é nossa, nem a dirigimos. Somos relevados a um papel secundário, quando poderíamos ser protagonistas; deixamos que algum roteirista escreva a nossa história, quando poderíamos escrevê-la.

Assistimos a um filme que se projeta muito mais pela miséria que pela superação humana; muito mais pela imposição e indiferença que pelo reconhecimento de nossa potencialidade criativa. Por isso, a vida precisa libertar-se; fazer descarrilar o trem, sair dos trilhos.

Por que então não sairmos dos trilhos e assumirmos a direção desse longa-metragem?

Resolvermos fazer da vida uma obra de arte, uma obra-prima, sem a intervenção de intruso que relutando em ser o elo imprescindível na direção de nossas vidas, está sempre a nos apontar o caminho que devemos seguir.

Talvez assim, reconstruindo a ordem das cenas, passemos a compreender melhor porque odiamos tantas coisas e nos culpamos tanto de nossa individualidade tão lamentavelmente limitada e, de igual modo, passemos a entender que para alcançarmos à condição de protagonista é preciso enfrentarmos o que se nos apresenta como imutável, o que verdadeiramente nos amputa a coragem de combater o “impossível de mudar”.

Parece-me que o fato desse impulso não se fazer irromper coletivamente, nos inibe de impeli-lo individualmente.

Devemos, no entanto, compreender que a vida, efetivamente, se dá no plano da consciência, na perspectiva do domínio da idéia, de tudo o que podemos criar e realizar como autores e não como co-adjuvantes nessa prodigiosa produção cinematográfica.

Saia dos trilhos, faça o seu próprio filme! E se ninguém assisti-lo? Não tem nenhuma importância, o importante mesmo é que você o tenha vivido da forma mais ampla e significativa possível, que tenha dado a sua contribuição para as mudanças tão necessárias à vida, pois, os outros, aqueles que continuam nos trilhos, esses são apenas fantasias do inconsciente, nunca existiram.

José Saddock de Albuquerque
Advogado e Poeta

domingo, 8 de junho de 2008

SEGUNDA EDIÇÃO


Olá Gio,
Então, vamos iniciar a convocação do povo, tá na hora de encaminhar as coisas. Essa estória da festa ser bienal demora demais. Este ano teremos a oportunidade da presença de alguns internacionais (rs),pois nos próximo anos nem se sabe onde poderão estar....
Vou aguardar retorno.

Um abraço.
(Gio): Meu fio é bêsta???? Hahaha!!!

O HOMI TÁ É DANADO E OS ÔTO ABESTAIADO


Êita qui puraqui as coisa tão pegano é fogo! O fuguetão ta cumeno no cento e os pessoais tão tudo ingulino cachaça inté o talo. É tri elétro, é dança, é fulia, é chafurdo, é gente... é gente. Derna de de menhã que os zomi tão nos mêi da rua isfolano o povo vivin. Cumê qué bom é só pra melá os bêiçu, mas cachaça ta no mêi das canela.
Eles ficu tudo dizeno qui o homi roba, qui o homi, fai isso e fai aquilo, mai ele num fai não. Ele é séro, é honesto, vai trabaia, vai fazer as coisa, vai fazê casa pros pobi, vai dá fêra, vai dá zóculo, vai dá dentadura nova, vai dá bujão, vai pagá as luz, as auguas, vai fazer tudim, tudim, Eu digo é vôte, eu digo é valha. Tuim, tuim, Vaite. Voces tão tudo é despeitado. No dia dos votamento, os pissoais que tão recebeno esses negoço, vota tudim nele. E vocês vão ficá chupano os dedo de novo. Pra largare de sere besta, pra largare de sere pedante, pra largarem de serem burro.
O minino que diz qui a guvernadora é do lado dele, num faz nadica de nada. Chega aqui, consulta uns pessoais aqui, acolá, e vai simbora. Diz que vai fazê a ponte, vai fazê casa, vai fazê, isso e aqui ôto e num faz nada. Parece inté qui a sinhora guvernadora é inimiga dele. É náo, é? Vige, vaiti, dessa eu nun isperava. Ta direintin uma cuité sem farinha seca. Puriço qui condo sai os pesquisamento dos pessoais, os ponto dele ta tudo lá imbaxo. Nun sobe nem ca mulesta dos cachorro. Mas rapá, isso é coisa do raí do estopô.
O ôto, dotô da maternidade. Esse tá mais mio nas pisquisa. Mas nun consegue arruma gente pro lado dele. Nem a guvernadora, nem o homi. Ele ta suzim, na hora qui o negóço arrochá, ele vai ficá isprimido entre as duas roladêra e num vai pra canto ninhum. É so cavilação desse minino. Ele é um minino bom, mai bondade num ganha ileição. O qui ganha ileição é voto e ajuntamento dos pessoais. Isso já mi dizia cumpade Venanço Zacaria, qui Deus o tenha. Só condo se ajunta uma ruma de pessoá, é que os pessoa fico tudo forte. Mas assim, desse jeito, eu heim? Nem, nem. Eu digo é vote, eu digo é valha. Só sei qui o homi vai saí, tei, tei, tei... e vai chegá lá de novo. Intão, vai ser um céu. Uma maravia, os pobi vão tudo ficar no bem bom. Ele é bom, ele é honesto, ele é trabaiador. Vocês... dêxe o homi trabaiá, eu acredito nele.
Então tá, intão. Eu vou viajá, pros amaigoso. Vô vê cuma tá a minha roça. Eu prantei mio, fêjão, maxixe, quiabo, jirimum, melão, tudo, tudo qui tem huma roça. Ispero que condo eu vorta de lá, tudo isteja rrumado por cá.
Agora tem uma moça, que dizê, duas môça, uma é a fiá de cumade Izabé, prima de Regina qui morava lá na praça da Cunceição, a outra é fia de Uzá de cumade Luizinha. Essa duas sinhora tão ispiculando dimais. Fico tudo querendo saber se eu sou num sei quem ou se num sei quem sou eu. Ora, ora, eu sou eu e jacaré é um bicho. Vão cuidar da vida de vocês. Uma vai cuidar do marido que bota água nas casa dos pessoais e outra vai cuidar do marido que intrega as carta na casa dos pessoais. Mas tamem, puderia casá os fio. Uma só tem fio macho, a outra só tem fia feme. Dava certim, Né não? RRa-rrai!! Eu digo é Vôte, eu digo é Valha. Mas, eu quero é bem a Macau.
Inté.
(Gio) Pastinha, essas duas senhoras andaram atrás de mim "ispiculando". Jogaram uma verde e erraram o alvo (Hahaha!!!). E o pior, elas tem certeza que sabem quem é você. Eu até já falei pra pessoa que elas suspeitam, que também aproveitou pra perguntar quem é você. Não se preocupe que sempre digo aos curiosos: "ESSE É UM SEGREDO SÓ DE PASTINHA. NEM EU SEI QUEM É, POIS ELA USA EMAIL FANTASMA".
Pessoal, o tempo tá passando... A pressão está grande. É um tal de telefone tocando e emails escrito que tenho recebido. Minha resposta tem sido: "Não sei. As pessoas que podem fazer estão em Macau e até agora, não falaram nada".
E então, vai ter festa ou não vai? Vai ter desorganização ou não? Com quem poderemos contar? Eu só posso dar minha contribuição se as pessoas se manifestarem. E só o farei com uma condição: "SEM GRANDES PRODUÇÕES". Vamos manter a simplicidade e a espontaneidade.

PAÍS CHAMADO BRASIL


Olha Conterrâneos!

Esse é um País que tem enormes problemas culturais e sociais, sem que ninguém faça alguma coisa para torná-lo mais humano e sem tantas violências.
Imagine vocês, uma pessoa com uma pasta com R$ 280 mil em dinheiro, duas pistolas 9mm, modelo de arma restrito das Forças Armadas. Imagine você uma pessoa num local com equipamento para malhação, TV de plasma, geladeira duplex entupida de comida e bebida, e som de última geração. Vida boa, não é? Essa mordomia toda a que me refiro é de Genilson Lino da Silva, 36 anos. Ai você pergunta, ele deve morar em uma mansão, num condomínio de luxo de uma grande cidade? Que nada, todo esse material foi encontrado pela polícia em uma cela da Penitenciária Lemos Brito, em Salvador. Genilson é traficante e da Penitenciária ele comandava o tráfico de drogas e dava ordens para execuções, assaltos, torturas e ditava normas e leis do submundo do crime. Tudo isso pertinho de nós, em Salvador, aqui na Bahia. É ou não é de lascar?
Eu digo isso Companheiros, porque, temos que saber escolher os homens que vão direcionar o destino das Cidades onde vivemos. Para que amanhã não deixemos esse legado que ai estar para os nossos filhos e netos.

Abraço do amigo de sempre. Kinkas.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

VAMOS À FESTA???


Pessoal não esquenta não, muita calma nessa hora!!

Eu vou ter que esperar mais 365 dias pra ir a Macau participar da Festa do Encontro. Essa é boa!!!!!!

Tem nada não!!!

Vocês participaram do bem bom o ano passado e agora os outros que fiquem chupando o dedo. Não! Convido a fessorinha e os demais priziacas para um referendo. Nele, colocaremos em votação o destino desta Festa.

Ha!!Eu já estava esquecendo, já fizeram um referendo. Como foi a escolha dos participantes? Sim! ou Não!
Essa Festa tem que ser igual as festa da década de 70 em nossa querida Macau. Tem que acontecer todos os anos neste mesmo mês de Setembro. Só essa festa faz com que nos encontremos para matar a grande saudade dos bons tempos e dos amigos que deixamos, para caminhar em busca de nossos sonhos. E relembrar aquilo que outrora passamos e vivemos.
Retornamos a nossa Cidade é reviver outra vez coisas que passamos nas décadas de 70 e 80. E porque não lutarmos para que a Festa seja realizada??

Temos dificuldades?? Sim! temos.

Mas, não podemos colocar em primeiro lugar as dificuldades.

Vejamos quantas alegrias vamos sentir, quantos sorrisos vamos compartilhar, como vamos disfrutar de estarmos perto de amigos, colegas de infânia que há anos não sentimos o seu abraço fraterno de conterrâneo.
São estas coisas que temos a colocar em primeiro lugar. Só assim sentiremos a necessidade de fazer o impossível para estarmos juntos novamente.

Não deixe que o "não" seja o seu "sim". Vamos Professora, Chico Ilo, Bira, Primo Laurênio, Chaguinha, Tião Maia e demais colegas e amigos Priziacas. Formemos uma corrente de esperança para chegarmos a nossa querida Macau.

Abração do amigo de sempre,

Kinkas.
.
(Gio): Todo dia eu também tô por aqui brechando a calmaria.... Beijos.

CADÊ O POVO???


Cadê o povo? O que foi que decidiram em relação à festa/encontro? Por que não marcarmos para depois da eleição? Deve ser um fim de semana legal, não importa o mês.
Abraços,
Chaguinha.

terça-feira, 13 de maio de 2008

VAI TER FESTA DE NOVO, ORA SE VAI.


Pois foi assim. Dispois que aquela mulé dixe pra outra galega que as coisa quela dixe foi tudo mintira, pru causa de que os cara tava dano nela, ficou tudo rizuvido. Qui si ela dixesse a verdade, os amigo dela murria tudin, tudin. Eu digo é vôte. Eu digo é valha. Mermo assim, tem café no bule. A muié tava do outro lado de lá do regime duro e a galega tava do lado do duro. Sei não, foi assim, foi? Então ta... achei ele muito rombudo. Aí foi a maior mexericada.
Entoce vamo. Dispois que essa minina treminô o dotôrado dela, parece qui ficou priguiçosa. Nun iscreve mai, num manda mai recado pra ninguém, num abre mai as jinela prumode conversar cuns zôtro. As pessoa tem di ficar pastorando ela cusn zói durim, de orelha-em-pé, assim, assim, se não ela num dá nem bola.
Pois bem, e agora tem uns negoço qui eu num intendi direito. Ela andô leno uns livro dum ta de Reri Pote, e ficou cumas istoras de vareta mágica, dumas receita, sei não. É negoço de xangô, é? Puraqui os pessoa ta tudo falano quela agora ta querendo abri um térrero de macumba, acho qui vai tumá o lugá de Dona Anastaça ou Diassis do xangô. Faça isso não, é mior tu ficar insinano os minino a fazer casa qui é mio. Tu que ficar com a boca doce, aceitano tudo na moleza?
Sim, já ta chegano o mês de junho e vai ter as festa de São João. Dispôs chega a festa do Sá e a festa dos pessoá de Macau qui mora tudo fora, eles queri se incrontar de novo. Tem gente qui acha que num deve ter esse ano, pois vai ter votação, mai eu acho que deve tê. No ôto ano, o qui passô, teve, intão deve ter de novo, pois quem vié fazê votaria na festa, os pessoa que ta fazeno a festa vai pidi pra ele num vi. Né não? Eu digo é valha, eu digo é vote. Vixe, tai, que essa eu nun isperava. Ta chei de furmiga na cama.
Eu tava viajano pras Pendenças, o ri incheu e eu fiquei presa no lado de lá, puriço num tinha mais inscrivido pro brog, tumém prucausa de que eu ando muito aperriada cum minhas coisa, é muita coisa pra fazer e eu num tenho tempo nem de me coçar. Mas condo eu tiver um tempim eu iscrevo de novo, visse? Eu digo é vote, eu digo é valha.
Inté.
Pastinha

DIA ESPECIAL


Aproveito para deixar aqui, do poeta cearense Geraldo Amâncio, grande repentista brasileiro, as seguintes verdades:

Mãe tem a alma sensata
e um coração que não finge,
grosseria não lhe atinge
ingratidão não lhe mata;
filho ruim e filha ingrata
trata tudo com amor,
seu conselho é um primor
onde a paz se consolida;
toda mãe é parecida
com a mãe do salvador.

Parabéns a todas mamães Macauenses.

SOBRE O ENCONTRO E O DIA DAS MÃES


Primeiro, a vi no show de Roberta Sá, que show legal!!!
Olhe, só queria ter a certeza de que não haverá o encontro este ano e sefor, quando será? Pois vai ter um congresso da ABMCJ na África do Sul de 1° a 05 de setembro/2008, e quero participar, mas quero ter a certeza se vai ou não haver o encontro, pois não dá para chegar tempo se for no dia 06.09.2008 e, entre África do Sul e o encontro em Macau, qual será a minha preferência? Macau, disparado!!!
Feliz dia das mães para você com o seu belo herdeiro; Leda e Dona Líbia (Maria Menezes), quem eu considero uma mulher arretada e quero muito bem.Beijos!!!
Lembro que na infância a música mais tocada era aquela... eu me lembro o chinelo na mão (mais chinelo do que) o avental todo sujo de ovos... se eu pudesse eu queria outra vez mamãe, começar tudo tudo de novo!!!
Quem não gostaria de ser criança outra vez? Como a canção Lady Laura: .... e na hora do meu desespero chamar por você... que me leve de volta pra casa, que me conte uma história bonita e me faça dormir, Lady Laura me leve pra casa...Parabéns a minha querida mãe Filadélfia/Preta, que cuidou de oito filhos,tem 22 netos, 27 bisnetos + um a caminho, uma tataraneta; sobretudo, ter agüentado esta santinha aqui... é dose para elefante!!! Ela já está com um condomínio completo reservado lá em cima!!!
Parabéns para mim também que tenho minha linda Pollyanna e meu querido Jones Alisson; além de uma penca de sobrinhos que moraram comigo e tenho quatro netos: Ludmylla, Allícia, Jiovana e Pedro Henrique.
Parabéns a todas as mães do mundo, sobretudo, as macauenses!!!
Obrigada
Chaguinha.
(Gio): Parabéns pra vc Chaguinha.
Nem te vi no show... e que show, heim??? Maravilhoso!!! Agora, mulher, PURAMORDEDEUS não deixe de ir a África do Sul (com festa ou sem festa). Não perca essa oportunidade de conhecer outro lugar (se for me avise, pode ser que eu ainda tenha uma amiga morando por lá. Só preciso escrever pra ela pra saber se ainda está lá ou se já foi pra Espanha ou pros EUA).

quinta-feira, 8 de maio de 2008

MAMÃE QUERIDA


Mamãe querida, chegou a estação segundo domingo de maio. O fervilhar pré dia das mães deixa as multidões ansiosas. A publicidade é veloz como correnteza de enchente. Quem não tem dinheiro para comprar um presente não é gente. Uns poucos riem; outros tantos choram. Depois de 22 de abril de 2002, data em que a senhora libertou-se do invólucro corporal, terreno, e partiu para o invisível, se deram muitos e inusitados fatos. O Lula venceu a eleição presidencial, e nada de reforma agrária. Chefe do governo federal, o ex-metalúrgico taxou de bravata e mandou apagar a pregação que tinha feito em Macau, em 1994, na Caravana da Cidadania. Para provar não ser discurso seu retrocesso programático, orquestrou a expulsão dos deputados federais e da senadora petistas que votaram contra a lei que reduziu direitos previdenciários duramente conquistados.
Em cascata, baluartes nacionais da legenda estrelada envolveram-se num enorme escândalo. O valerioduto tragou milhões sem fim de reais comprando parlamentares. Teve CPI do Mensalão investigando as denúncias. A maioria dos congressistas na mesma laia, a comissão parlamentar de inquérito findou sem apurar tudo. Quando pensávamos que o sol da lisura e da camaradagem apontava no horizonte, o Partido dos Trabalhadores virou ambiente neoliberalizado. Os fracos não têm vez. Um novo entulho autoritário entranhou-se no âmago da organização partidária e ditou o alinhamento do dono de tendência ao endinheirado. O fazer militante foi desqualificado e a militância posta no canto da parede. Papai diz que o mal é antigo. Ficamos indignados. Eu e papai nos desfiliamos do PT e assinamos ficha no inédito PSOL, Partido Socialismo e Liberdade. Começamos de novo.
Lula da Silva reelegeu-se Presidente da República em 2006 e mantém considerável popularidade. As greves escassearam. 1º de Maio está feriado de festa pelos salários aviltados e crescente violência. Os corruptos dos altos escalões governamentais, blindados com foro privilegiado, dificilmente são punidos pela Justiça. É, mamãe, o mundanismo avassalador manda com força. No item músico-cultural, o besteirol invade casa, bar, praça, rua e raciocínio com letras do tipo “quer pegar é?”, “creu”, “chupa que é de uva”, “calcinha preta”, e por aí vai. No plano internacional, o desesperado império estadunidense cai em recessão econômica, mas mantém estratosféricos gastos nas invasões no Iraque, no Afeganistão e impertinentes ingerências nas demais nações. Ceifa milhões de vidas inocentes, causa desastrosa destruição da biodiversidade e abre mais estradas de opressão e desigualdade. O Brasil, pivô de desmedido desmatamento na floresta amazônica, transformou-se no quarto emissor mundial de gases de efeito estufa.
Estudiosos comprometidos com a democratização da democracia – contrários à fulanização e sicranização caciquista – advertem para os desvios prenunciadores do renascer do cupulismo, idiotização dos partidos e isolamento das massas. O economista Zivanilson Silva alerta que a pátria dos brasileiros ainda não pegou o trem da história. Apesar de tudo, os nacionais ainda mantêm a fé na reviravolta do bem. Em que pese despolitizante pressão, os cidadãos percebem que o futuro se faz a partir do hoje, e que cada pessoa tem sua responsabilidade social. A arraia miúda perdeu a paixão pelo movimento político forjado de cima pra baixo.
Mamãe querida, no instituto do lar que construístes para nós, a senhora é insubstituível. Papai, filhos, filhas, genros, noras, netos e netas jamais esqueceram – e sempre reverenciam - suas atitudes benfazejas no apogeu e no ocaso. Alho, seis e dez; batata inglesa, um e quarenta e nove; banana, doze centavos; cebola branca, dois e quarenta e nove; feijão macassar branco, quatro e setenta e cinco; carne de carneiro, nove reais. As mães fazem conta no mercadinho. Bênção, mamãe.
Renan Ribeiro de Araújo – Advogado

SOBRE A CHUVA EM MACAU E OUTRAS COISAS


Já tem alguns dias que não escrevo, embora dê sempre uma espiadinha...
Aproveito para parabenizar Getúlio Moura pelo Flamboyant postado e das fotos da enchente em todo o Vale do Açu, enviadas para mim por Antônia, minha irmã e minha querida amiga Estefânia. Parabéns a Renan pelo Arco Iris e outras postagens suas. Você é dez!!! Parabéns a Bira pelas fotos do aniversário de sua mãe. Parabéns também para ela. À Zé de Hipólito, parabéns pela lindas fotos antigas do seu acervo que tem postado no blog.
Lendo os relatos de alguns blogueiros sobre chuva em Macau, infância, lindamente escritas por Sheila e Giovana, recordei do que esse assunto representa para mim. A minha casa na Rua Pereira Carneiro, nº 272, tinha que ser retelhada sempre que se aproximava o inverno porque, dada a facilidade de subirmos por causa da parte que sobrara em pé na demolição do nosso querido sobrado, ex-dos Cariello (nossa saudosa maloca, de grandes recordações infanto-juvenis), para corrermos em cima de casa e, claro, quebrávamos as telhas e se não fossem retalhadas, era biqueira que não acabava mais!!!
Outra coisa em dias de chuva, era comum mamãe colocar a gente na cama ao lado dela, feito galinha e seus pintinhos (ainda que fossemos oito filhos), principalmente quando a chuva era carregada de relâmpagos e trovôes e lembro que, no dia 27 de abril de 1967, no dia em que minha mãe completava 37 anos (embora uma vez tenha dito a Benise Barros que aquele dia teria sido 27 de março dia do aniversário dela, mas depois lembrei-me que foi abril...) caiu um raio perto do cinema São Luiz e na passagem pela Rua Pereira Carneiro, atingiu boa parte dos moradores das adjacências, entre eles, a minha mãe... que desmaiou e a gente pensou que ela estivesse morta; foi aquela correria na minha casa e o mais interessante é que na hora em que o passava o clarão em frente à minha casa, mamãe estava brigando comigo, por alguma arte que eu havia feito (se Deus a tivesse levado, teriam colocado culpa em mim, que era tão boazinha!!!)... mas ela sobreviveu e até agora com 78 nos, está bem, graças a Deus.
Mas como boa interiorana, a chuva, principalmente naqueles tempos em que não havia água encanada, e a água melhor que consumíamos era a que vinha nos botes (os botes da aguada)... a água da chuva era um bem que todo mundo cuidava com o maior carinho, principalmente preservado por um bom tempo nos tonéis e no pote, principais armazéns de água, para quem não possuía cisterna (coisa que lá em casa tinha). Dia de chuva era dia de alegria, de liberdade, de correr nas ruas. Depois do banho de chuva aquele banho gostoso, com roupa limpinha, comíamos uma comida quentinha, à noite com aquele lençol bem limpinho, ah, como era gostoso a chuva na infância!!!
Como falei que lá em casa tinha cisterna que, inclusive se vendia água, principalmente no verão, então tinha um tanque onde ficava a torneira para encher as latas, então, quando chovia, virava uma piscina e claro, a gente, principalmente Dimas e eu, nos deliciávamos na nossa piscina particular, inesquecível.
Uma coisa que lembro era que tinha um pé de castanhola, mamão e outras frutas e as folhas se enchiam de água e Dimas e eu gostávamos de brincar com Antônia molhando-a, inventando que tínhamos um segredo para contar, e se a chamássemos dez vezes, ela vinha e a gente a molhava. Como era ingênua a minha irmã!!!
Outra coisa boa depois da chuva era passear descalça por aquelas ruas que ainda não eram calçadas, era uma farra legal. Outra coisa que me lembra chuva foi no ano de 1964, a maior enchente a que já assisti e o Rio Açu transbordava e trazia na correnteza os objetos que eram destruídos no meio do percurso e o povo se reunia na Rua da Frente, ali em frente a casa de Dr. Luiz (atualmente da família Maia Barros) para contemplarmos aquela cena que, embora trágica para quem sofria com as perdas, era uma coisa bonita de se ver a água carregando as coisas para lugares que não sabíamos aonde ia dar...
Uma das pessoas da minha infância que lembro estarem ali era Fernando de Josias (de saudosa memória) e Chaguinha de Naura que residia ali em frente, além de Dilson, Dimas, Antônia e alguns primos meus. Portanto, chuva é um bom mote para quem foi criança no interior, sobretudo, o nordestino onde, chuva é sinônimo quase sempre de alegria.
Mudando de assunto, aproveito o ensejo para me juntar aos que querem o ENCONTRO/REENCONTRO, todos os anos; acho que não devemos levar em consideração a campanha política, acho que já está mais do que divulgado que o encontro é degerações e não tem nada a ver com política partidária. Se deixarmos para, de dois em dois anos, as pessoas vão esquecendo e enfraquecendo o objetivo. Estive com Maria Amélia este fim de semana e ela falou-me da vontade de postar algumas fotos. Acho que deveríamos voltar a postar as mensagens, as fotos, os causos, enfim, vamos recomeçar com o mesmo espírito do ano passado, é o que desejo.
Celso, Marcos, Luiz Antônio de Seu Bibi, enfim, quem quiser, vamos selecionar os nomes interessantes de Macau?
Obrigada mais uma vez pelo espaço.
Chaguinha.

(Gio): Oi, Chaguinha. O Blog continua aqui... sempre aqui... arquejando, mas sobrevivendo às custas de poucos. Quem quiser, pode postar o que quiser que, se não precisar de crivo, será publicada sem restrições.
Quanto à festa, confesso que estou tendendo a apostar na festa de dois em dois anos. Nós todos sabemos como ficam os ânimos em Macau. E esse estado de espírito torna-se irracional, além dos nossos estômagos, que não são de ferro, pra aguentar as mesmas repetições ...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

DE ANÔNIMO PARA REFLEXÃO

BOM DIA!!!!
Em razão desta nova pesquisa do blog sobre a realização da festa, compartilho com a idéia de alguns que pensam que NÃO devemos fazer a festa este ano, e mais, acho que a festa deveria se realizar a cada dois anos, para que de fato, se renovem as novidades, para que não caia na mesmice, neste modelo de festa que é feita apenas por se fazer.

A proposta inicial era uma festa de REECONTRO.
Não podemos esquecer que este ano é eleitoreiro e que vão surgir, inevitavelemente, inúmeras pessoas querendo se prevalecer dessa chance (da festa) para se promover politicamente. Por isso, acredito que se a festa for realizada de dois em dois anos, a próxima seria em 2009, nós evitaríamos que coincidisse com qualquer eleição, seja municipal ou nacional, e se evitaria uma série de aborrecimentos.


(Gio): Eu já tinha pensado nisso... Acho a idéia boa.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

E AÍ?

VAI TER FESTA EM SETEMBRO OU NÃO???

FALTAM 4 MESES PARA O QUE PRETENDEMOS TORNAR UMA TRADIÇÃO ... ESSE ANO DEVE ACONTECER NO SÁBADO, DIA 6 DE SETEMBRO? ... SE NÃO, QUAL A PROPOSTA?...
SE VAMOS FAZER, VAMOS COMEÇAR A DESORGANIZAÇÃO???
OU NÃO??? VAMOS FICAR PENSANDO E DEIXANDO O TEMPO PASSAR...