quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O SENTIDO DO HUMOR E DA FESTA

Fonte: Leonardo Boff (*), http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=2977

Os tempos não são bons. A humanidade é conduzida por líderes na maioria negativos e medíocres. As religiões, quase todas, estão doentes de fundamentalismo, arrogância e dogmatismo, não excluídos setores da Igreja Católica Romana, contaminados pelo pessimismo cultural do atual Papa.

Mesmo assim há ainda lugar para o humor e o sentido da festa? Creio que sim. Apesar dos absurdos existenciais, a maioria das pessoas não deixa de confiar na bondade fundamental da vida. Levanta-se pela manhã, vai ao trabalho, luta pela família, procura viver com um mínimo de decência (tão traída pelos políticos) e aceita enfrentar sacrifícios por valores que realmente contam. O que se esconde por detrás de tais gestos cotidianos? Aí se afirma de forma pré-reflexa e inconsciente: a vida tem sentido; aceitamos morrer, mas a vida é tão boa, como disse, antes de morrer, François Mitterrand.
Sociólogos como Peter Berger e Eric Vögelin têm insistido em suas reflexões que o ser humano possui uma tendência inarredável para ordem. Onde quer que ele emerja, cria logo um arranjo existencial com ordens e valores que lhe garantem uma vida minimamente humana e pacífica.
É esta bondade intrínseca da vida que permite a festa e sentido de humor. Através da festa, no sacro e no profano, todas as coisas se reconciliam. Como afirmava Nietzsche, "festejar é poder dizer: sejam bem-vindas todas as coisas". Pela festa o ser humano rompe o ritmo monótono do cotidiano, faz uma parada para respirar e viver a alegria de estar-juntos, na amizade e na satisfação de comer e de beber. Na festa, o beber e o comer não têm uma finalidade prática de matar a fome ou a sede, mas de gozar do encontro e de celebrar a amizade. Na festa o tempo do relógio não conta e é dado ao ser humano, por um momento, vivenciar o tempo mítico de um mundo reconciliado consigo mesmo. Por isso, inimigos e desconhecidos são estranhos no ninho da festa, pois esta supõe a ordem e a alegria na bondade das pessoas e das coisas. A música, a dança, a gentileza e a roupa festiva pertencem ao mundo da festa. Por tais elementos o ser humano traduz seu sim ao mundo que o cerca e a confiança em sua harmonia essencial.
Esta última confiança dá origem ao senso de humor. Ter humor é possuir a capacidade de perceber a discrepância entre duas realidades: entre os fatos brutos e o sonho, entre as limitações do sistema e o poder da fantasia criadora. No humor ocorre um sentimento de alívio face às limitações da existência e até das próprias tragédias. O humor é sinal da transcendência do ser humano que sempre pode estar para além de qualquer situação. No seu ser mais profundo é um livre. Por isso pode sorrir e ter humor sobre as maneiras que o querem enquadrar, sobre a violência com a qual se pretende submetê-lo. Somente aquele que é capaz de relativizar as coisas mais sérias, embora as assuma num efetivo engajamento, pode ter bom humor.
O maior inimigo do humor é o fundamentalista e o dogmático. Ninguém viu um terrorista sorrir ou um severo conservador cristão esboçar um sorriso. Geralmente são tão tristes como se fossem ao próprio enterro. Basta ver seus rostos crispados. Não raro são reacionários e até violentos. Em última instância, a essência secreta do humor reside numa atitude religiosa, mesmo esquecida no mundo profano, pois o humor vê as realidades todas em sua insuficiência diante da Ultima Realidade. O humor e a festa revelam que há sempre uma reserva de sentido que nos permite ainda viver e sorrir.

(*) Leonardo Boff é autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. Em 1984, em razão de suas teses ligadas à Teologia da Libertação, apresentadas no livro "Igreja: Carisma e Poder", foi submetido a um processo pela Sagrada Congregação para a Defesa da Fé, ex Santo Ofício, no Vaticano. Em 1985, foi condenado a um ano de "silêncio obsequioso" e deposto de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso. Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, a pena foi suspensa em 1986, podendo retomar algumas de suas atividades. Em 1992, sendo de novo ameaçado com uma segunda punição pelas autoridades de Roma, renunciou às suas atividades de padre e se auto-promoveu ao estado leigo. E-mail: lboff@leonardoboff.com Site: www.leonardoboff.com

Enviado pelo CAPITÃO GANCHO
Ancorado nos Sete Mares

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

ESTE "MININO" É DE MACAU

Tá fazendo um estágio no mundo. Ver só clicando neste tal de Youtube, please.

Abraços, Chico Ilo

O FILHO DE GHANDY


Priziacas, estava brechando o blog, muitas reclamações e frustrações de foliões na saída do BLOCO DA FANTASIA.
Lendo as postagens pós carnaval, confesso que estou triste. Não pela Quarta-feira ingrata, mas como folião e carnavalesco que sou. Por ter nascido em pleno carnaval fui sufocado com talco quando ainda recém-nascido, pelo meu Tio Joca "PAI DO NOSSO SAUDO FOLIÃO FERNANDO" em pleno dia de Sábado de Zé Pereira.
Parabéns Renan! Baianizar o nosso carnaval, é demais!!! A Cultura é do Povo. Os Afro-Brasileiros tem o Afoxé e o Ilê-a-ê, mas isso é da cultura baiana.E por falar nisso, brinquei um Carnaval em um dos Blocos de Afoxé da Cidade de Salvador: Os "FILHOS DE GANDHY".
Confesso a vocês: PENSE NUM PEIXE FORA D'AGUA!
Como se aquele lugar falasse uma linguagem diferente da minha, como se fosse um simples desfile de 7 de Setembro na Rua da Frente em Macau. Meu coração desejava estar no "BLOCO DA FANTASIA" desejava estar com o meu Povo resgatando as minhas raízes, o meu coração chorava por dentro de tristeza. Mas, fiz igual aquela música de carnaval: "Hoje eu não quero sofrer, quem quiser que sofra em meu lugar"
Aos responsáveis pelo carnaval de Macau, o meu recado e a minha indignação pelo ocorrido no percurso carnavalesco: Lembre-se, que antes de existir "TRIOS ELÉTRICOS", existiam as Marchinhas de Carnaval.
Assim foi criado o Trio de Dodô e Osmar.
Lembrando também que todos já brincamos em Blocos que as marchinhas de carnaval. Esta era a nossa Cultura. Deixem os Ilê-a-ês e os Afoxés para o povo baiano e vejam a nota 10 que vocês que fazem parte da comissão de frente do Carnaval de Macau receberam.
Trios Elétricos são meio de enriquecimento para 1/2 dúzia de pessoas que só pensam em tirar proveito desta situação. Aqui na Bahia, os Trios Elétrico travam a maior briga para se apresentar, em Macau a briga é para quem ganha mais dinheiro fazendo do Carnaval um estilo MICARETA fora da época.
Aguardem: Breve estarei fazendo uma homenagem ao Bloco FILHOS DE GANDHY. Bloco que arrasta 10.000 foliões nos Circutos Barra/Olinda Campo Grande/Praça Castro Alves.
ABRAÇÃO PARA TODOS.
KINKAS.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

PASTINHA TÁ INQUIRICADA


TÔ INQUIRICADA

Hoje eu amanheci inquiricada. Tô meio lê lê. Num acho graça in nadica de nada. Tem uns pra lá e outros pra cá. Tuim, tuim, têi, têi.
Só mermo o raí do istôpô pra me aguniá os juízo. Dispois desse carnavá tudo foi, tudo viu, tudo pode. Pinotei canavá qui só. Fui pro broco da Vitória de cumadi Colo, fui pra iscola de samba de Lilá, fui pro tri do mela mela, fui por carnavá do fi de Raimundo Lião e sai na carrocinha dum ta de Cordão da fantasia puxado pelo fi de cumade Quinquinha. Êi, êi.
Pois bem. Esse povo tão tudo dizendo bestêra. Tão dizeno qui o homi, que eu gosto dele e acridito nele. Ta tumano soro de ressaca. É não, é?
Eu digo é vote. Êita piula. Né não cabeça de mamão. O homi ta tumano soro pru causa di que ta cun Virose. Já foi bater ité in Natá, cuma dô. Ele ta se vazano, chega iscorre pela batata da perna. Ta cuns zoin fundo qui só... o bichin. Deita, toma augua, e dispois se alevanta nas carrera pro vaso. Só si iscuta o estraladêro de pêido. Diga isso com homi não. Dêxe de ser rim. Num foi cana não. Foi virose. E tem mais, a mulé dele que é fia de cumade Maria do mercado que vende cumê, ta o tempo todin do lado dele, só sintindo o aroma. Coitadinha da bichinha. Eu digo é valha. Eu digho é vôte.

Sei não visse? Vocês fico tudo falano, fslano, dêxe o homi trabaiá. Ele disse que vai ajeitar as iscola. Só num cumeçô pruque num deu tempo, mas vai ajeitar, mesmo adispois das aula cumeçá, ele ajeita. Cuns minino tudo correndo puro os meio dos trabaiador. Eu digo é valha. Homi, dêxi o homi trabaiá.
Esse ano vai tê de novo. Do jeito que ta... eles vão leva côro de novo. Ô povo pedante, ô povo orgulhoso.
Vote, eu digo é valha. Isto é um cusdjacho... vote. Vaite.....
Mando um retrato deu e cumadi Chaguinha de finado Miro no broco da Vitória. Êita qui foi bom. Chega fiquei cun as canela estrupiada. Vige!!! Eu tô no retrato pru tras dela e inté as cara delas cubri procês num saberem quinhé.
PASTINHA.
Sim... aranjei inté um namorado, o nome dele é Manolo, mas parece qui ele é casado. Sei não. Vô discubrí.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

MARAVILHOSO E EMOCIONANTE


O Cordão da Fantasia estava maravilhoso!
Foi realmente emocionante!
Eu me transportei para o passado e, com certeza, tive boas lembranças. Estavam todos felizes, emocionados. Reencontrei, depois de tanto tempo, minha grande amiga Gina. Foi só alegria!Que em 2009 o Cordão venha melhor ainda,com mais foliões...será pura alegria!

Quero deixar meu agradecimento a Leão Neto pela homenagem da música "Turbilhão" de Moacir Franco. Adoro essa música e ele dedicou a mim.
Obrigada!Fiquei tão emocionada! Cantei como se ali não existisse mais ninguém
."A nossa vida é um carnaval..."
Linda,linda,linda!

Beijos para todos,
Nádia Pimentel

CENAS DO CARNAVAL DE MACAU




FOTOS ENVIADAS POR NELINHO

OLHEIRO DE ALAGAMAR

Parabens! pelo blog, pois sou um olheiro do mesmo e em breve mandarei fotos.

Kleber Mariano
Irmão de Sérgio Picolé - Alagamar


(Gio): Manda a foto...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

DISCO FANTÁSTICO

Já faz algum tempo que tenho me abastecido de "piratãos", mas esse é demais. Vale a pena comprar.
É o disco sólo de FERNANDA TAKAI (vocalista do Patu Fú), que gravou uma seleção de NARA LEÃO... EMOCIONANTE.... O disco chama-se ONDE BRILHEM OS OLHOS SEUS.
Demais!!!
Vai um clipe que achei no Youtube.com
Abs, Gio

O BLOG TAMBÉM É COLUNA SOCIAL


Hoje à tarde o Natal Shopping foi invadido por várias tribos de macaeunses. Pra onde a gente se virava, lá estava um... dois... três..... seis...
Entre tantos, lá estavam "as Menezes", chiquérrérrimas como sempre. Uma delas se confessou também brecheira ... Pode????

O PAPANGÚ CARNAVALIZADO

(Gio): Pedi ao papangú que me enviasse uma foto "carnavalizada", pois o Blog entrou numa fase em que os integrantes estarão sendo apresentados com essa característica. E eis o que me chega...


"Fêssora:

Segue anexado do meu acervo 101 anos de frevo.Esquente para o "Eu Acho é Pouco", que ninguém é de ferro!!!!.

Mary (amiga de Moara), Moara (minha herdeira), Papangu e o Sordado.

Xêro,

Chico"


ERA SÓ O QUE FALTAVA...



"Tia Giovana":

Tambem quelo fazer parte destas conversas de ocês. Posso, tia? A tia deixa? De verdade? Num proibe não?????

CONSOLO

RECADINHOS

Fêssora e Dôtora das Tres Tese Giovana Paiva de Oliveira:
Administradora Mor da Grea

Recadinho:

- No ano do ENCONTRO DOS PRIZIACAS 2007 ( por falar nisso: como está a preparação para o 2008?). Vai ter mermo? Ou será que tu vais esperar o que ALBIMAR MELO tá organizando?Rsrsrsrsrsrssrsrr!!!!!!!! Cadê aquele doido?????

- Segue anexado, não sei se vai dar para reproduzir, pois, não entendo destas tecnologias cibernéticas mermo, umas fotografias bem legais.

Tu lembras daquela maluquete, amiga nossa lá das bandas dos CANADÁS?
Então: No ano passado ela solicitou quase chorando uma foto de 1500 (Carlinhos, irmão dela). Este Priziaca foi no Baú de BRIZOLÃO e localizou. TÁ COMIGO DESTE O ANO PASSADO. Não postei só de RIM. rsrsrsrssrsrsrrsrsrsrrsrsrssr!!!!!!!!! .

Usa PLEASE, os teus programas "poderosos" pirateados e converte de não sei o que para não sei o que, e prega ai no BLOG DOS PRIZIACAS. É moleza????

- 1500 (Carlinhos irmão de LUCIENE DO CANADÁ), junto com TRUPIZUPE, VAL, PAULINHO e o Motorista do Conde Pereira Carneiro, fazendo PIC-NIC lá em Canoa Quebrada/CE. Diga aí?

- TITICO (meu irmão) fantasiado de batoqueiro ( pense no nó);


- OS INDEFECÁVEIS e as MARINHEIRAS ( é só fuá!!!!). Ver só quantos(as) PRIZIACAS em uma chapa só!!!!!! Quem será este pozudo com a camisa de CHE??????

PAPANGÚ







JUIZ LADRÃO

Este jogo não pode ser 1 x 1. Olha só que "professor" arretado!
Malandragens e roubo no Brasil já é de praxe e até sabemos q deve rolar muito no futebol, q tanto gosto, mas quem quiser dê uma olhada neste video do You Tube e veja que escândalo.
Pense num Juiz ladrão...!!!!




Chico
PS - Cumpadri Getulio Vargas de Maia Barros: O santinha, hem?????

O CORDÃO DA FANTASIA VEIO PRÁ FICAR


Caríssimo companheiro Renan, sei que você não é de desistir, e tem dado muitas provas disso ao longo de sua trajetória pelos difíceis caminhos da militância e não será agora que isso vai acontecer. Quando o movimento em prol do Cordão da Fantasia teve início tive a ingenuidade de acreditar que seria uma causa a ser abraçada por todo macauense bom folião, independente de colorações partidárias, isso porque a festa do reencontro conseguiu esta proeza, mas observei que logo após o evento o conteúdo das nossa postagens passou a ter um caráter mais crítico e politizado o que fez com que priziacas virassem brecheiros e vice-versa. Sou da opinião que a liberdade de expressão é respeitada em nosso meio sem detrimento do espírito fraterno, que graças ao bom Deus, tem nos guiado nessa nossa experiência cibernética tão bem sucedida, mas depois que assuntos públicos referentes a gestão do nosso prefeito do alto-oeste veio a ordem do dia, era de se esperar algum tipo de retaliação. Sabemos que muitos governantes vêem as manifestações culturais como obras dos seus umbigos e não seria em Macau, e muito menos com nosso maravilhoso carnaval, que seria diferente.
Tirar o carnaval dos corredores, rasgar as mortalhas, valorizar o músico e o compositor local é devolver ao povo sua autonomia e sabemos todos que isso levará prejuízo aos cofres privados dos que faturam com o dinheiro público, com o agravante de dar visibilidade a um segmento da população macauense, principalmente nós que não temos endereço no Porto de Ama, que por termos a nossa sobrevivência garantida sem precisarmos das migalhas sobradas do banquete da viúva, temos a boa prática de botar a boca no trombone e com um misto de bom humor, senso crítico e muita irreverência cantarmos a nossa própria miséria social e política em ritmo de frevo. Desde sempre o carnaval é válvula de escape para os oprimidos: Reis e rainhas dos maracatus eram de fato linhagens reais de origem afro que sob a fantasia momesca mostrava sua cara a aristocracia decadente em plena luz do dia a despeito da repressão que poderia vir em forma de chibata. Hoje os tempos são outros, mas a prática em essência continua a mesma. As elites ficam satisfeitas em ver as massas embriagadas e obedientes, cantando vogais sem sentido, substituindo a cultura local por mercadoria enlatada de baixa qualidade e alto preço e não é de hoje.
A COBRA já cantava no início dos anos 90 uma paródia com aquela marcha: “... as águas vão rolar...” que tinha como refrão:
Se a milícia do prefeito me prender
Mas na quarta-feira me soltar
Eu volto a pisar na buraqueira
Eu quero ver pena voar
Isso por que a nossa paródia do ano denunciava falcatruas da administração da época e o mandatário em gestão colocou a polícia como nossa segurança particular durante todo o carnaval, o que só nos inspirou a escrever essa outra paródia. Trago isso a tona só para mostrar que nós que sempre festejamos junto com o povo que somos, tendo que arcarmos com nossas próprias despesas sem ficarmos de pires na mão esperando a esmola e a tutela dos que parasitam as tetas da viúva incomodamos e muito e não teremos nem daremos trégua.
O Cordão da Fantasia resgata o espírito libertário e irreverente do povo macauense e tem como característica o seu caráter suprapartidário e a sua vocação para a defesa da cultura local mas não pode, não deve e acredito que não vai sucumbir sob a chibata virtual dos sanguessugas desse faroeste salineiro.
Ubiratan Lemos

RESPOSTA ATRASADA PARA LAURÊNIO


Meu caro Laurênio desculpe-me a lentidão em responde-lo. O parentesco que me liga ao meu saudoso Tio Romão Maná vem do meu querido e igualmente saudoso Avô Victor Maná, eles eram irmãos e, lógico, filhos de madrinha Xavier, esta segundo minha mãe Nair de Victor Maná, era irmã gêmea da sua Avó Chaguinha. Minha irmã mais velha, Aparecida era amiga de suas irmãs e é uma das brecheiras do blog, acompanha nossas postagens mas não sai da moita. Nosso querido Kinkas deve ter informações mais precisas a respeito disso, pois nesse tempo ele tinha mais cabelos e menos massa corpórea. Pessoalmente lembro-me do tempo que fomos visinhos de Madrinha Deja pela Rua São José onde morava meu avô Victor, nesse período a casa onde um dia morou Seu Zé Raimundo já era habitada pelo Sr. Raimundo Duarte, pai de Naide um dia prisiaca e hoje brecheira do blog, irmã do meu amigo de infância Carlinhos e de Neide Duarte. 1963 o ano em que você deixou Macau foi exatamente o ano em que nasci, portanto é muito provável que nunca tenhamos nos avistado. Tenho uma grande amiga, Ana Teresa Albuquerque, que deve ser sua parenta, está no Canadá com a família para fins acadêmicos e deve dar também uma brechadas no blog.

Sem mais, espero que estejas bem.

Um abraço do seu conterrâneo.
Ubiratan de Lemos.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

DE PAPANGÚ PARA COMANDANTE DO FREVE


Comandante do FREVE Momesco:

Meu Camarada, no caminho de volta, ninguém se perde. nem Cabral em 1500.

O prefácio do livro ( no prelo ) MACAU de Todos os Blocos -
Uma homenagem ao Mestre Virgílio Dantas
do Bloco o Passo da Ema, já está escrito.Os rabiscos idealizado por este MUTANTES cansado de guerra e passos, já foi contemplado nas suas andanças puxando o nosso pôvo na folia.
Ou melhor JÁ ESTÁ MATERIALIZADO. O MOVUCA foi ás ruas costumeiras de MACAU!!!!!!!!!

Silvinha e Da Luz: VALEU!!!!!!!!!!!!! "Ele" lá no alto está dando aquela gargalhada!!!!!!

O que está nos corações e mentes, de quem jogou serpentina e tomou porre de lança perfume não é trocado por
qualquer balacobaco, meu irmão!

A vida continua! Como será o amanhâ? Pergunte a quem quiser. E o carnaval? É a vida!

VAMOS CARNAVALIZAR A VIDA ( haja tropicalismo nisso, em professor Jomard Muniz de Brito?).Vamos correr atrás dos papéis que está lá ESCRITO.

A cigana leu a minha mão...

Meu Camarada:
Pense na responsa do Cordão da Fantasia???? O Bloco que já nasçe neste clima (VIXE!) Ai vem coisa boa. Prepara a sua vassoura de luxo, que ela vai a estratrosfera,
buscar o enredo do próximo FREVE!!!!!. Já tô daqui da FAIXA DE GAZA imaginando.
Fé na perua, meu camarada!!!! Um forte abraço em FALÇAO (BEGO), e conte com este MUTANTES, que vive com um pé no mangue e um olho no mundo!

Fique com os Anjos.

E, VIVA O CORDÃO DA FANTASIA - O MOVUCA

Viva EU, viva TU, e viva o rabo do Tatu!

PAPANGÚ
FAIXA DE GAZA
101 anos de FREVO (ÊITA!!)

A FOTO JÁ ESTÁ PRONTA


Falta o texto....
Hahaha!!!

RESPOSTA DO CAPITÃO AO CÃO


Diogo Cão Navegador

Espera por mim. Vamos conversar melhor...Não tenhas pressa, Capitão!

"Recolham as velas Homens, é hora de darmos uma breve parada neste Porto de Deus, embora tão descuidado pelos Homens."

Analise Capitão:

- Se no Porto do Roçado, ecoou os clarins do Menino Renan, então nem tudo está perdido, meu Capitão de Fragrata! Deixa um dos seus comandados em terra, com a missão de colocar a Nau Catarineta na rota certa!

- Aqui no Lamarão também, ouço as vozes dos ventos nordeste dizer que este ano promete na terra de Edinor Avelino.E, Capitão, nestes períodos, é bom
nem confiar na sombra. Tudo é FARTO, enquanto agora FALTA tudo! Educação, Saúde, Moradia e comida na barriga do povo! Carnaval é válvula de escape, Capitão!

- CULTURA de massa? que bicho é esse, homem?!!!! É brega de péssima qualidade e rebolado o tempo todo! Mas, é uma praga de Norte a Sul. Nos outros portos onde abasteço, as notícias também são estas.Temos que cuidar nestas situações dos peixinhos, pois, estes ainda não sabem nadar, nem navegar em alto mar como nós , meu grande Capitão.

Como aqui no Lamarão, o pescado está escasso, vez por outra vou ao Porto de AMA. Apareça, nas suas navegadas mar afora, para jogarmos conversa fora.
Tenho bons marujos espalhados nos setes mares. Quando este calejado Capitão ordenar, comandaremos a Nau Catarineta, sem riscos de tormentas.

Até mais ver, meu Capitão!

Capitão Gancho

FOTOS DO CORDÃO

D. Maria da luz (fez todo o percurso, só no sapatinho) e Silvinha Dantas (de bruxa, como prometera); De novo Maria da Luz e a bruxa, com Anailde; Silvinha, Sheila, Sarah e Maíra, todas de bruxas (pena que algumas tiraram os chapéus nessa hora da foto...)

Aguarde.

Renan




A BELEZA DO CARNAVAL


Que Beleza! Ciente do direito, no vai vai dos signos lingüísticos, no melódico e harmônico ritmo da música, no repente da arte plástica de Liranita, João Vicente, Marcelus Bob, Marcelo Fernandes, Valderedo, Serrão e Assis Marinho, na visão fotográfica de Giovani Sérgio e Getúlio Moura, passeei pela ionosfera e vi a Terra girar. Passando por temperaturas quentíssimas e outras friíssimas; sem aplauso, longe do banquete, sem flor e sem floreio, sem ser o major cosmonauta Yuri Gagarin, consegui levar a Macau a banda Apollo 11 para animar um tributo a Che. Graças a Deus, não congelei nem derreti. Com os pés no chão da civilização dos trópicos, e pensando alto, vi o sol da meia-noite do extremo norte norueguês, as auroras polares e o celestial azul terrestre. Montei numa vassoura de luxo e voei na louca cadência da península do sal. Sim, leitor, normal como qualquer cristão, tem vez que vôo na velocidade da luz, principalmente quando estou em sono profundo. Numa dessas viagens, pousei em Lagoa Redonda, Fortaleza, Ceará.
A missão na capital cearense era ir à Serejo Músicos, na rua Aurino Colares, encomendar uma canção efusiva sobre as carnavalescas cidades da costa branca potiguar. Lá, aos compositores, disse que os ajudaria com elementos de pesquisa e roteiro. Eles elogiaram minha máquina voadora e disseram que eu tinha aterrissado em hora ingrata. Estavam muiiito tristes para composição esfuziante, e esclareceram que o entusiasmo trôpego se devia à insegurança causada pelos projéteis atirados ao ar, pela impiedosa fuzilaria. Confesso: Feitas letra e partitura, o cantor assuense Carlos Bem seria chamado a interpretar. Na volta, precisando urinar, desci num sertão sedento. De repente, um vento estranho e uma risada engraçada. Virei, pode crer, era um Saci Pererê diferente, nu, o lado branco completo, o outro, preto, faltando uma perna. Nariz de negro, lábios de índio, lilás, cabeleira verde, gorro vermelho, cachimbo na boca e uma vara branca na mão esquerda. Vieram-me à mente imagens de Monteiro Lobato e seu Sítio do Pica-Pau Amarelo. Voltei à tona com o Saci perguntando de onde eu vinha e, antes que eu respondesse, reclamou das queimadas nas plantações de cana-de-açúcar, dos agrotóxicos, dos alimentos transgênicos, das monoculturas de soja e eucalípticos. Não pormenorizou o porquê, mas disse do empobrecimento do solo, extinção da diversidade de fauna e flora e desaparecimento do lençol freático.
Mas não é que o homem ficou curioso com a vassoura. Achou bonita e pediu pra ele. Disse-lhe que não poderia dar porque era meu meio de transporte, um instrumento de trabalho. Quando lhe expliquei que a vassoura voava, riu adoidado, deu vários pulos ao redor de mim e parou. Fixou-me nos olhos e externou que não ia à cidade por medo de bala perdida. Falei-lhe que o drama da violência era verdadeiro. Os citadinos se auto-isolam, evitam o convívio coletivo, ficam estressados, nervos à flor da pele, entediados. Muitos adquirem uma doença chamada síndrome do pânico. Notei o Saci introspectivo, de cabeça baixa, atento ao que eu estava falando. Disse eu ao Saci: preciso ir. Ainda quero passar no agreste pernambucano e ver a feira de Caruaru. O céu foi escurecendo. Nuvens cheias d’água surgiram no horizonte. Saci, retomando a alegria, com ar de sertanejo experiente, falou que só podia a chuva estar por perto..., na noite anterior a lua aparecera certa como um pote. Quando chegaram os trovões acompanhados de incríveis relâmpagos e forte precipitação pluviométrica, Saci deu uma risada gostosa e me disse que o ramo fino e flexível que tinha à mão era mágico. Uma vara de condão? Sim. Um lindo arco-íris apareceu risonho. A chuva passou, mas deixou o cheiro saboroso de terra molhada. Abraçamo-nos. Sorrindo, Saci corrupiou velozmente, e sumiu mato adentro.
No retorno a Macau sobrevoei a precária situação da praia de Camapum. Comeram dinheiro, estupraram a natureza, fizeram construções rente ao mar, e agora? Agora, as conseqüências. Como falei no artigo anterior, pulei de bico no carnaval de Macau. O Cordão da Fantasia foi a boa nova, a ponta do iceberg que indica reencontro do carnaval macauense com sua identidade perdida. Nesse Cordão baixou até um sósia de Falcão, o ícone dos bregas, era Rosenberg Ribeiro, o Bego, todo fantasiado. Não parei por aí. Segurei a corda do Bloco da Vitória em todo seu percurso carnavalesco. Assinei ponto no vibrante Vai Pipocar o Frevo, animado pelo expert Leão Neto e Banda Mestre Avelino; dancei em Camapum, ao som de Aballoguetto; estive no “Computaria”, brinquei à frente e atrás do Trio Elétrico com a Banda Grafith; marquei presença no Brega da Luz Vermelha e no Radiola de Ficha. Diverti-me no Corredor da Folia na hora do Kabaço Molhado e assisti ao show de Lane Cardoso. Desfilei na Escola de Samba Azes do Ritmo, com o tema “A ecologia de Açu a Macau”, e fomos campeões. Quase troquei a Azes pela Beija-Flor, só porque esta estava homenageando o advogado, poeta e imortal Gilberto Avelino. A histórica Imperadores do Samba, do meu amigo Lila, teve como lema o empreendedor empresário José Maria Jácome. Viva, viva, viva!!! Positivo e construtivo foram o trabalho da TV Litoral e a transformação da rua Pedro Lopes de Araújo, a rua da Linha. Nas imediações do bairro de Nossa Senhora dos Navegantes, antigo Maruim, entrei numa residência cuja família me disse que o patriarca da casa estava esquecido do juízo. O velho abraçou-me, e, me confundindo com papai, me chamou de Floriano. Incrível, as pessoas nunca esquecem tudo, sempre fica alguma reminiscência.

Renan Ribeiro de Araújo – Advogado