
terça-feira, 13 de maio de 2008
VAI TER FESTA DE NOVO, ORA SE VAI.

DIA ESPECIAL

SOBRE O ENCONTRO E O DIA DAS MÃES

quinta-feira, 8 de maio de 2008
MAMÃE QUERIDA

Em cascata, baluartes nacionais da legenda estrelada envolveram-se num enorme escândalo. O valerioduto tragou milhões sem fim de reais comprando parlamentares. Teve CPI do Mensalão investigando as denúncias. A maioria dos congressistas na mesma laia, a comissão parlamentar de inquérito findou sem apurar tudo. Quando pensávamos que o sol da lisura e da camaradagem apontava no horizonte, o Partido dos Trabalhadores virou ambiente neoliberalizado. Os fracos não têm vez. Um novo entulho autoritário entranhou-se no âmago da organização partidária e ditou o alinhamento do dono de tendência ao endinheirado. O fazer militante foi desqualificado e a militância posta no canto da parede. Papai diz que o mal é antigo. Ficamos indignados. Eu e papai nos desfiliamos do PT e assinamos ficha no inédito PSOL, Partido Socialismo e Liberdade. Começamos de novo.
Lula da Silva reelegeu-se Presidente da República em 2006 e mantém considerável popularidade. As greves escassearam. 1º de Maio está feriado de festa pelos salários aviltados e crescente violência. Os corruptos dos altos escalões governamentais, blindados com foro privilegiado, dificilmente são punidos pela Justiça. É, mamãe, o mundanismo avassalador manda com força. No item músico-cultural, o besteirol invade casa, bar, praça, rua e raciocínio com letras do tipo “quer pegar é?”, “creu”, “chupa que é de uva”, “calcinha preta”, e por aí vai. No plano internacional, o desesperado império estadunidense cai em recessão econômica, mas mantém estratosféricos gastos nas invasões no Iraque, no Afeganistão e impertinentes ingerências nas demais nações. Ceifa milhões de vidas inocentes, causa desastrosa destruição da biodiversidade e abre mais estradas de opressão e desigualdade. O Brasil, pivô de desmedido desmatamento na floresta amazônica, transformou-se no quarto emissor mundial de gases de efeito estufa.
Estudiosos comprometidos com a democratização da democracia – contrários à fulanização e sicranização caciquista – advertem para os desvios prenunciadores do renascer do cupulismo, idiotização dos partidos e isolamento das massas. O economista Zivanilson Silva alerta que a pátria dos brasileiros ainda não pegou o trem da história. Apesar de tudo, os nacionais ainda mantêm a fé na reviravolta do bem. Em que pese despolitizante pressão, os cidadãos percebem que o futuro se faz a partir do hoje, e que cada pessoa tem sua responsabilidade social. A arraia miúda perdeu a paixão pelo movimento político forjado de cima pra baixo.
Mamãe querida, no instituto do lar que construístes para nós, a senhora é insubstituível. Papai, filhos, filhas, genros, noras, netos e netas jamais esqueceram – e sempre reverenciam - suas atitudes benfazejas no apogeu e no ocaso. Alho, seis e dez; batata inglesa, um e quarenta e nove; banana, doze centavos; cebola branca, dois e quarenta e nove; feijão macassar branco, quatro e setenta e cinco; carne de carneiro, nove reais. As mães fazem conta no mercadinho. Bênção, mamãe.
Renan Ribeiro de Araújo – Advogado
SOBRE A CHUVA EM MACAU E OUTRAS COISAS

Mudando de assunto, aproveito o ensejo para me juntar aos que querem o ENCONTRO/REENCONTRO, todos os anos; acho que não devemos levar em consideração a campanha política, acho que já está mais do que divulgado que o encontro é degerações e não tem nada a ver com política partidária. Se deixarmos para, de dois em dois anos, as pessoas vão esquecendo e enfraquecendo o objetivo. Estive com Maria Amélia este fim de semana e ela falou-me da vontade de postar algumas fotos. Acho que deveríamos voltar a postar as mensagens, as fotos, os causos, enfim, vamos recomeçar com o mesmo espírito do ano passado, é o que desejo.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
DE ANÔNIMO PARA REFLEXÃO
Em razão desta nova pesquisa do blog sobre a realização da festa, compartilho com a idéia de alguns que pensam que NÃO devemos fazer a festa este ano, e mais, acho que a festa deveria se realizar a cada dois anos, para que de fato, se renovem as novidades, para que não caia na mesmice, neste modelo de festa que é feita apenas por se fazer.
A proposta inicial era uma festa de REECONTRO.
Não podemos esquecer que este ano é eleitoreiro e que vão surgir, inevitavelemente, inúmeras pessoas querendo se prevalecer dessa chance (da festa) para se promover politicamente. Por isso, acredito que se a festa for realizada de dois em dois anos, a próxima seria em 2009, nós evitaríamos que coincidisse com qualquer eleição, seja municipal ou nacional, e se evitaria uma série de aborrecimentos.
(Gio): Eu já tinha pensado nisso... Acho a idéia boa.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
E AÍ?
FALTAM 4 MESES PARA O QUE PRETENDEMOS TORNAR UMA TRADIÇÃO ... ESSE ANO DEVE ACONTECER NO SÁBADO, DIA 6 DE SETEMBRO? ... SE NÃO, QUAL A PROPOSTA?...
SE VAMOS FAZER, VAMOS COMEÇAR A DESORGANIZAÇÃO???
OU NÃO??? VAMOS FICAR PENSANDO E DEIXANDO O TEMPO PASSAR...
terça-feira, 29 de abril de 2008
ABRIL E A GERAÇÃO TELENOVELA

Virou quimera o pesadelo da transição para a democracia. Aquele barulhento brasileiro do final do século XX, incisivo, irreverente, na rua, carregando um sapo revolucionário barbudo como amuleto, sumiu. O temor de ver Leonel Brizola presidente - nacionalista contestador da aliança para o progresso imperialista - se foi. Tempos idos, vencidos. Num luxuoso baú, arquivos implacáveis. A foto esmaecida de Juscelino Kubitschek, o ex-chefe da nação que construiu Brasília. Na calma da manhã chuvosa, o barão revê revistas dos últimos sessenta anos. A guerra fria, GetúlioVargas voltando pelo voto direto, o suicídio, a carta-testamento, a ferocidade inconseqüente do governador Carlos Lacerda. O carismático Janio Quadros condecora Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul e, dias depois, renuncia à presidência.
Pressão contra a posse de Jango, o vice. A experiência parlamentarista, o plebiscito e o avassalador sim ao presidencialismo. João Goulart assume, anuncia reformas de base, busca um país menos desigual. O golpe de abril de 1964, o regime militar. Obscurantismo, fim das liberdades democráticas, cassações, perseguições, exílios, seqüestros, prisões, torturas, desaparecimentos, mortes. Vinte anos depois, abertura política. Anistia. Tancredo Neves vence a última eleição presidencial no Colégio Eleitoral e morre antes da empossar. Absorto, pensando no passado ainda presente, o amo desperta com o toque do interfone. A secretária informa a chegada dos jornais matutinos e pergunta se deseja mais alguma coisa
Quatro décadas após a queda de Jango, o Brasil vira país privatizado, paraíso do lucro exorbitante, da indústria automobilística, da Nestlé, das Casas Bahia, dos leilões de poços de petróleo, das sementes transgênicas marcas Bayer e Monsanto. Aumenta o fosso entre os poucos ricões e os milhões de pobretários. O primeiro mundo, satisfeito, sugere manter a coroa na cabeça do ex-metalúrgico com pinta de ator hollywdiano. O modelo vídeo-financeiro de capitalismo trouxe a tecno-ciência do mando. Embriagadas de isenção fiscal (a farra chega a cerca de 65 bilhões e 500 milhões de reais), abrigadas no telenovelismo e amparadas na vanguarda operária padrão, as multinacionais controlam, como nunca, os meios de produção e reprodução da vida. Greves passam a acontecer em ação combinada com os patrões.
Porta-vozes da flexibilização trabalhista e desregulamentação econômica viram celebridades. A idolatria do mercado desfaz no ar o universo humano. Desintegra a realidade e, via-satélite, faltando partes, em formato televisivo, diz devolvê-la integral, gratuitamente, ao telespectador. Até põe à venda imagem maquiada de competência e idoneidade. Para livrar-se da alienação, recuperar a liberdade e adquirir saber profícuo, ao invés de ler, basta emprenhar-se de telenovela. Sabe o leitor, a verdade não é essa, mas aparenta ser. Apesar de não ter bengala, diamante e lente de contato, o neo-romântico se enche de ânimo com coisas simples. O antológico show de MPB 4 e Toquinho, em Natal, é um exemplo. Afinal, em abril de 1916 Florbela Espanca já brindava a emoção com os contos “Amor de sacrifício”, “Alma de mulher” e “A oferta do destino”. Aproveito os sapatos de ferro de Florbela, calço-os e caminho...
segunda-feira, 28 de abril de 2008
CHEIRO DA CHUVA

Oi, Sheila.
É interessante essa relação que tantos de nós construimos com a chuva. Eu também trago o cheiro da chuva na memória. Sinto um frenesi quando começa a chover e estou no meio da cidade. Sempre quero chegar perto de algum mato, algum terreno vazio pra tentar sentir um pouquinho daquilo que é animado pelas minhas lembranças.
Às vezes, tenho a sensação de que o que sinto aspirando no ar se aproxima daquele cheiro do passado, mas tenho certeza que é só uma sensação aproximada ou um desejo de que seja o mesmo.
Acho indescritível!!!
Eu morava no centro de Macau e, desde a minha infância, a rua Pereira Carneiro era calçada. Então o que distinguia o que eu sentia era o cheiro de calçada e pedra salgada !!!???
De qualquer maneira, carrego a esperança de que o que trago na memória era cheiro de terra molhada. Cheiro de chuva.
Abs., Giovana
CHUVA

Giovana,
Esse texto é como um acalanto, como para mim a chuva sempre foi: um carinho no coração. Compartilho com você esse olhar sobre a chuva. Lembro que, criança, em férias na casa de minha avó Chiquinha Batista, em Canafístula (pra nós era “Canafista” mesmo), observava maravilhada, do alto da calçada de pedra, o movimento das águas, durante e após as chuvaradas, fazendo desenhos abstratos na terra vermelha em frente ao curral das vacas. Enquanto isso, o cheiro dos velames misturava-se ao inenarrável cheiro da terra molhada, que, no fim, é o “cheiro de chuva” mesmo, entranhado na minha memória para sempre. Era um poema de Jorge Fernandes e eu não sabia ainda. Os banhos de chuva em Macau eram especiais, talvez pela escassez da água em passado tão recente (quantas vezes não tomamos banho com a água do poço da Marechal, carregada nas roladeiras? Os cabelos ficavam horríveis!). Me encanta tanto a chuva, que, para mim, dia bonito é dia de chuva. Não tem sol de verão que me deixe mais feliz do que o horizonte nublado, a chuva fininha e uma rede na varanda. Em noites de chuva forte, desligar ventilador e ar-condicionado só para poder ouvir o barulhinho da água caindo no teto é garantia de bons sonhos. Um dia desses – que já faz alguns anos - tive mais uma prova de que “filho de peixe...”: Estávamos em Fortaleza, numa semana santa, eu, Renan, Maíra e Sarah, e esta, acordando antes de todos, abre as cortinas e exclama “que dia lindo!” Fomos à janela e não deu outra: o sol estava de férias, coberto de nuvens. E uma chuva marota começava a cair.
Abraços. Sheila
quarta-feira, 23 de abril de 2008
MACAU SOB AS CHUVAS
Infelizmente, este ano ainda tenho me limitado a fazer esta viagem pela internet. Mas, vou à Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no próximo domingo, pois esse é um passeio que quem não fizer pode ser castigado. É a maior barragem do Estado e de lá está saindo uma grande quantidade de água, cujo destino é o mar e cujo percurso passa por inúmeras cidades no Vale do Assú, entre elas Macau.
Macau é onde nasci. Cidade rica e habitada por uma população, em sua grande maioria, pobre; e que fica na região norte do RN, no meio de salinas. Dizem (e eu acredito) que sua altitude é quase a mesma do nível do mar.
Nela passei minha infância e dela lembro, entre outras coisas, dos inúmeros banhos de chuva pelas ruas alagadas. Nela aprendi que não se toma banho na primeira chuva, que é preciso esperar a terra esfriar e deixar que as águas limpem as telhas. Mas, a partir da segunda chuva, pode sair correndo, pois não é permitido perder nenhuma oportunidade.
A maioria das casas tinha “biqueira”. Algumas baixas, onde sentávamos na calçada, e mesmo deitávamos, para que a água pudesse cair na cabeça; outras, altas e fortes, onde a concorrência era grande. Nestas últimas, formávamos fila para aproveitar o prazer daquele banho. As bicicletas tinham que ter as correntes previamente lubrificadas porque a aventura das chuvas exigia muita preparação até para elas. As águas das chuvas sempre ficaram empossadas nas ruas de Macau porque não tem como escoar. E, nelas mergulhávamos, brincávamos e corríamos felizes.
As ruas, as calçadas e as praças ficavam cheias de adultos e crianças. Era um ponto de encontro. Era um momento de êxtase e alegria.
O horizonte “lá de cima” era nosso guia. Sim, porque em Macau (e até hoje ainda é assim) bastava olhar pro céu “lá de cima” (a leste) para ver e calcular quanto tempo ainda duraria a chuva (muito ou pouco tempo). Se a “barra” (do horizonte) estivesse escura, a promessa de diversão não tinha tempo pra acabar. Se estivesse clareando, era hora de começar a retornar para as proximidades de casa. Não podíamos ficar muito tempo na rua depois da chuva acabar. Era perigoso... Era preciso tirar logo a roupa molhada.
Era olhando pro céu na “barra de cima”, que também era conhecida como “boca da gamboa”, que a gente podia observar se os trovões ainda estavam longe. Dependendo de sua distância, podíamos ou não permanecer na chuva. A nossa segurança era garantida apenas pelo som. Enquanto ouvíamos os trovões, podíamos ficar na chuva, mas quando os relâmpagos começavam a se mostrar no horizonte, na “boca da gamboa”, era hora de voltar. Corríamos para dentro de casa, pois com relâmpago era perigoso ficar na chuva.
Nos quintais, os cacimbões ficavam tão cheios que era possível tirar água com uma lata sem corda. As cisternas ficavam cheias de água pra beber e tínhamos certeza de que teríamos água o ano inteiro. Dentro de casa, o chão ficava molhado. Quem tinha piso de cerâmica na casa, que ficava escorregadio, era preciso enxugá-lo algumas vezes por dia. Quem tinha piso de madeira, via a superficialidade da água nas manchas sobre o chão.
Nesse cenário, convivíamos com o imaginário da cidade virar “cama de baleia” e com o pavor dos mais velhos. Mas, apesar disso, nas proximidades de onde morava, nunca ouvi e nem vi nenhuma casa sendo inundada. As águas não passavam da calçada...
Enfim, do meu mundo infantil, lembro que toda a cidade ficava disponível. Ir pelas ruas, a pé ou de bicicleta, sem destinos ou à procura daquela biqueira mais especial, é uma imagem que não se pode esquecer.
É devido a esse passado que continuo adorando a chuva e os trovões e olhando com admiração os relâmpagos. E sentindo, particularmente nos dias de chuva, um enorme desejo de voltar, de pegar o carro e aventurar chegar a Macau, para ficar na esquina da Casqueira ou na “área” da antiga casa de Vovó, olhando a chuva ou, mesmo, vestindo a roupa mais apropriada pra tomar banho de chuva.
Imagens impressionantes de Getúlio Moura (Ver em http://gmx.nafoto.net/index.html)



RECEBI A RESPOSTA ABAIXO DE UMA INTERIORANA DO SERTÃO DE ACARI:
Me identifiquei profundamente com o seu texto e me lembrei da minha infância em Acarí. O quadro era exatamente o mesmo. Nada mais gostoso do que uma grande biqueira gelando o nosso juízo!!!! Apenas uma diferença: Como estávamos em pleno sertão, a chegada da chuva virava festa como em Macau mas, o interessante é que as pessoas corriam gritando: Lá vem o rio com água, huhu! Era a cidade toda gritando com euforia o mesmo refrão. Uma delícia!
Um beijo
terça-feira, 15 de abril de 2008
ARCO IRIS NO CÉU

Vago vento vazio. Receosa melancolia. Fosse eu objeto, preferiria ser turbina de alegria e discernimento. Uma notícia decifrou o enigma. Minha prima Íris Marques de Araújo, 51, havia expirado. Primor de mulher. Mãe acima de tudo. Enfermeira sacerdotisa. Foliã festeira, gene tio Zé Bezerra. Brava Íris, anos e anos cuidando de enfermos, enfim ela própria lutando para curar-se de câncer. Exemplo de dignidade acossada pela dor. Cabeça erguida até o último suspiro. Vai, amiga, livre do assédio das vilezas terrenas. Entrega a Deus nossa mensagem de fé. Do plano superior, manda com amor um pouco de ressurreição.
Vibrante vida dinâmica. Concluindo o 2º grau como líder secundarista, no final de 1981 decidi servir às forças armadas. “Eu sou da poderosa artilharia, que na luta se impõe pela metralha, a missão das outras armas auxilia, e prepara os campos de batalha”. Amo o hino artilheiro. Servi no 17º Grupo de Artilharia de Combate, na Bateria de Serviços. Antes, porém, esforcei-me para eleger meu sucessor na presidência da entidade estudantil do Atheneu Norte-Rio-Grandense. Foi eleito Gutenberg Oliveira, filho de Evaristo Lopes, ex-sindicalista e ex-vereador em Macau. Rumei à Organização Militar. Aos 19 anos, entrei refratário. Recebi barbeador, creme de barbear, escova, pasta dental, saboneteira, sabonete, desodorante, caneca, lençol, colcha, meia, tênis, calção, cinto, sabre, coturno, calça, gandola, casaco, capa, camiseta, capacete, gorro, bibico, traje de passeio, mochila, cantil, fal e munição. Ganhei alojamento, cama e armário individual. Inicialmente, no período interno, várias palestras específicas.
Nos testes de aptidão física, evitei ser o primeiro e o último. Fiquei ás em ordem unida. Inscrevi-me nos cursos de cabo e motorista. O capitão comandante exigiu-me escolher um dos dois. Optei por dirigir viatura. Aprendi manutenção de 1º escalão dos automóveis. Habilitado com carteira “C”, fui pra linha auto. Incumbi-me de guiar e zelar um caminhão reo, como se fosse meu. Atirei de fuzil automático leve e de pistola 9mm. O fuzil, desmontávamos e montávamos de olhos vendados. Lidei com obus, metralhadora point 50, lança-rojão, bazuca e granada. Em exercício de maneabilidade, pulei fardado no rio Potengi e lancei-me de cabo aéreo. Corri, rastejei, rolei, de arma em punho. Um praça-carnavalesco, pois, paralelamente, empreendi com colegas, em Macau, a Agremiação Carnavalesca “Os Bruxos”. Em 14 meses de caserna, conheci gente boa e fiz amigos. Ampliei a visão. Aprendi a não generalizar. Recruta braço forte, mão amiga, arraiguei em mim o sentimento da alma brasileira.
Simulamos confrontos, situações de guerra, sobrevivência na selva e enfrentamento de manifestações. Fiz guarda 24 horas em diversos pontos do quartel. Escala apertada, praticamente dia sim, dia não. Faxinei alojamento e banheiro coletivo. Cumpri tarefa de gari. Lavei milhares de bandejas no rancho. Aparei capinzal com estrovenga. Fui garçom em festa interna de oficiais. Tomei conhecimento sobre o marechal Emílio Luiz Mallet. Em sua honra, 10 de junho é o Dia da Artilharia. Sorvi mais sobre Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Terminei estafeta na sargenteação, auxiliando o sargento iante. Trabalhei bastante, soldo pequeno, mas foi divertido. Progredi. Hoje, contente com a vitória do Fluminense, lembrando o dramaturgo Nelson Rodrigues, aplaudo o Exército ajudando as vítimas da enchente. Soldado 628, Renan, sentindo a aura de Íris. Depois contarei mais.
Renan Ribeiro de Araújo – Advogado
segunda-feira, 14 de abril de 2008
PARA LAURÊNIO
Um abraço fraterno.
Bira.
BAÚ DE BIRA (Cont.)
BAÚ DE BIRA

AQUECENDO AS TURBINAS

HOMENAGEM A BUACA

domingo, 13 de abril de 2008
FÉRIAS COLETIVA

sexta-feira, 11 de abril de 2008
O QUE A DISTÂNCIA PODE FAZER

(o mote do texto foi escrito em agosto de 2006 e o mesmo continua incrivelmente atual, por isso reescrito e adaptado em abril de 2008)








